Jota Oliveira
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Mentoria

Prática de IA para desenvolvedores precisa deixar algo que rode

Caderno de prática em papel com três montagens progressivas e uma ampulheta: peças separadas são ajustadas até encaixar em um molde de teste.

Para uma equipe de desenvolvimento, a prática de IA fica mais concreta quando termina com algo que outra pessoa consegue executar e conferir. Um componente pequeno, acompanhado de um teste, dá à mentoria um ponto de partida observável para a próxima conversa.

Em 18 de setembro de 2026, o Google Cloud Consulting publicou uma proposta de formação baseada em exercícios curtos e frequentes. O texto recomenda ambientes de prática já preparados e sessões que produzam componentes funcionando. Validar uma saída estruturada de IA aparece entre os exemplos. A empresa relata a experiência de seu programa Advent of Agents, mas os dados de participação apresentados não demonstram, sozinhos, melhoria na qualidade do software ou na produtividade.

Minha leitura para quem lidera ou acompanha desenvolvedores é esta: vale definir a evidência da aprendizagem antes de marcar a sessão. Dizer que alguém experimentou uma ferramenta conta pouco sobre o que essa pessoa consegue explicar, corrigir e repetir.

Uma prática com resultado verificável

Imagine uma equipe que quer usar IA para transformar solicitações em registros organizados. Um exercício possível é verificar se a resposta contém os campos combinados e rejeitar respostas incompletas. Não é necessário conectar clientes reais ou publicar um agente para praticar esse passo.

O mentor pode preparar três exemplos fictícios: uma resposta válida, outra sem um campo obrigatório e uma terceira com um valor de tipo incorreto. A pessoa implementa a checagem, executa os exemplos e explica por que cada um passou ou falhou. Esse exercício é uma sugestão editorial, não uma atividade oficial do Google.

Ao terminar, ficam três itens para revisão:

  • o componente que faz a checagem;
  • os exemplos usados e os resultados esperados;
  • uma nota sobre o que continua sem validação.

O último item importa. Conferir o formato de uma resposta não confirma que seu conteúdo é verdadeiro. Essa distinção já rende uma próxima prática, com outro objetivo e outro teste.

Se um colega não consegue reproduzir o resultado, a sessão seguinte pode resolver a instrução que faltou, a dependência esquecida ou a hipótese mal explicada. O tempo reservado precisa incluir essa conversa. Uma sequência de exercícios concluídos não substitui a compreensão do que foi construído.

Essa abordagem complementa a escolha de uma tarefa real para aprender IA e o ciclo de tentativa, feedback e revisão.

Na próxima prática, escolha uma saída de IA e prepare um teste pequeno que um colega consiga repetir. Comece pela evidência que vocês querem discutir ao final.

Fonte: Google Cloud Consulting: formação com práticas curtas e frequentes, 18 de setembro de 2026.

Próximo passo

Escolha uma saída de IA e prepare um teste pequeno que um colega consiga repetir.

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